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08-04-2011 | 14:02
O DIA EM QUE O BRASIL CHOROU

No dia 7 de abril de 2011, por volta das 8:30 h, o bairro de Realengo, o Rio de Janeiro e o Brasil, ficou transtornado com a notícia de que mais uma desgraça sem precedentes teriaacontecido. Mais de uma dezena de adolescentes eram executados, sem dó nem piedade.

Essas pessoas não estavam na “boca de fumo”, na rua, ou fazendo qualquer coisa de errado, estavam simplesmente estudando, cumprindo com sua única obrigação de criança, ou seja, estudando.

Era uma manhã como qualquer outra, a primeira aula ainda acontecia, quando um desequilibrado, ou como vocês leitores queiram qualificar, adentrou a escola, com a desculpa que ali faria uma palestra, pois aquele estabelecimento de ensino aniversariava, e logo na primeira sala de aula no primeiro andar da Escola, começou sua série de assassinatos.

Covardemente, como todo assassino desse tipo se comporta, encurralava as crianças nas salas de aula, nos cantos das paredes e ali mandava se juntar e atirava na cabeça e no tórax. Covarde, ainda escolhia suas vítimas, você sim, você não. Baseado em que? Seu desequilíbrio mental, de formação, de conduta introvertida? A maioria eram meninas, entre 12 e 15 anos eram execradas da vida, vida essa que um Ser superior lhe deu e lhes foi ceifada quando menos esperavam e num lugar onde ninguém imaginaria, ou seja, na sala de aula.

As crianças que sobreviveram a esse verdadeiro holocausto, correram as ruas e localizaram policiais militares que nas proximidades da Escola, iniciavam uma operação de combate ao trasporte irregular de passageiros, coisa que no Rio de Janeiro é normal. O auxílio foi imediato e um policial militar conseguiu abater o covarde, que logo após se matou, deixando para trás um rastro de sangue, desolação e desgraça. Desgraça para pais e amigos dessas crianças, que não os mais terão ao seu lado, pelo simples motivo de ter perdido sua vida, na sala de aula de seu Colégio.

Num primeiro momento, se culpa a pessoa do assassino, depois se culpa a segurança, as autoridades, as políticas públicas de restrição a venda e porte de armas de fogo, enfim, algum culpado tem de aparecer.

E você, o que acha ?

Particularmente, entendo como sendo o destino, o grande precursor dessa tragédia. O covarde-assassino não tinha pai nem mãe, foi criado por uma família adotiva, cujos pais faleceram no período de cinco anos, vindo a morar sozinho. Sua vida era por poucos conhecida, seus costumes, o que fazia, enfim, era uma pessoa extremamente fechada e solitária. O que se passava naquela mente? Sua vida passou a ser um verdadeiro mistério, até para ele próprio, a ponto de arrumar, não se sabe como, duas armas de fogo, com farta munição, de adentrar a sua antiga escola onde estudara e simplesmente contemplar-se em assassinar uma dúzia de crianças e ferir outra dezena, locupletando seu ego com sangue e dor.

Em sua carta de despedida, pode-se assim dizer, carta essa desprovida de fundamento e motivos lógicos, tenta adjetivar sua barbárie como sendo alguma coisa predestinada, inclusive, elaborando até a forma de que como queria seu enterro. Pelas palavras ali contempladas, subentende-se que tal pessoa era desprovida de suas razões, engajada numa seita ou religião mal interpretada pelo executor.

O Brasil nunca viu tal barbárie. Tínhamos visto tais acontecimentos, através de matérias jornalísticas em outros países, principalmente nos Estados Unidos, muitos por motivo de “bullying”. Chacinas o nosso país conhece, sempre precedida por brigas por pontos de venda de drogas ou assuntos referentes a vingança de gangues. Mas sinceramente, a forma que aconteceu tais assassinatos em nosso país, são incompreensíveis.

As pessoas que conversamos são enfáticas em dizer que, choraram ao ver a cobertura jornalística do acontecido e quem não chorou ou se emocionou ? A lágrima é a assinatura da nossa alma.

O que hoje me preocupa é que, outras mentes insanas podem ter visto tal situação com sua repercussão, a mídia do mundo inteiro noticiando e precisar chamar sobre si um pouco de atenção e queira achar que esse é o modelo para se tornar conhecido, cuidado.

Sabemos que hoje em qualquer lugar não estamos seguros, em casa, na igreja, na escola, enfim, em qualquer lugar podemos ser alvo de atrocidades, nos resta tão somente pedir a proteção divina, para que nos afaste das coisas ruins da vida, mas não esqueça, precisamos também fazer a nossa parte, ajudando para ser ajudado e orar ao nosso criador, pois com Ele ao nosso lado, amparado estamos para seguir a cumprir nossa missão nessa vida.

E por fim, que Deus receba as almas dessas crianças a seu lado, dê aos familiares conforto nesse momento tão difícil e nos proteja de todo mal. Amém.


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